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19.11.10

vicissitudes.



Summer in Sicilia.
© sven neubeck

Fall in Vienna.
© sven neubeck

23.3.09

baile de outono.





Baile de Outono, de Veiko Õunpuu. Onde a fotografia é um lugar perfeito e a solidão um lugar comum.

17.2.09

também podia ser uma metáfora.





*quando me lembrar do nome do fotógrafo, faço uma "errata". :)

30.6.08

o "aqui e agora" "amanha, em parte nenhuma".


©
Há poucas marcas que se podem dar ao luxo de ter um nome que se confunde com os produtos que vendem. A Polaroid é uma delas. A fotografia instantânea foi mais do que um suporte revolucionário e uma maravilha da ciência e da técnica. Foi um ícone que encontrou uma forma muito particular de emoldurar a realidade.
O prazo de validade dos últimos cartuchos Polaroid acaba em Setembro de 2009 e dá a estocada final num paradigma fotográfico ligado á imediatez alquímica e táctil. Não deixa de ser cruel e irónico que seja a imagem fotográfica digital de agora a ditar o seu fim.

Grite "Best before: it's too late." - para ser um "activista Polaroid." *, e ajudar a imortalizar esta expressão instintiva e mágica - no brilho, no esbatimento dos contornos, na luz cinematográfica.
"Se considerarmos a fotografia como um acto de caça, na Polaroid é quase como se voltássemos ao tempo do arco e da flecha. A cada momento só se tem uma bala."

Pública, 29.06.08 (transcrição parcialmente livre)


* ou simplesmente, no flickr adiciona-lhes o tag "savepolaroid".

27.6.08

mãos frias. coração quente.





© Maarit Hohteri
Nesta altura do ano, resultado combinado da temperatura do meu coração apressado (a exterior é capaz de causar algum agravamento), existe algo de incrivelmente frustrante, trágico e doloroso, em tentar/querer/precisar de dormir... e simplesmente, não conseguir.

7.6.08

alex prager.





*

"Prager creates iconic voyeuristic images of women steeped in sometimes hypnotic, sometimes classic Hollywood cinematic moments. Her women wear retro costumes and obvious polyester wigs with fake gigantic eyelashes and eerily perfect make-up. The poses are staged to create an even further thriller feeling. These are Barbie Dolls about to be lost to some horrific ending. The influences of Hitchcock and David Lynch are evident yet not that they are mere replications or rip-offs. It's the lighting that makes her photography so fantastic. She manages to capture the intricacies of a dark night coupled with the vivid foreground of a car's overhead bright light. The two create a disturbing scratchy awareness of impending doom.

The works are a series of narratives with a sense in each of more story that what is seen. (...) There are missing frames between but a disquieting relationship exists between the pieces. A French jump cut, maybe, but certainly La Nouvelle Vague. There is a subconscious dismissal of landmark cinematic form, an abundance of childlike iconoclasm and evident Godard deep focus.

Prager got into photography at the age of 20 after visiting a William Eggleston exhibition at The Getty. It is even more flooring to know she is self-taught. There was no formal training for Prager. The images are pure raw talent."

Malibu Arts Journal

5.6.08

i do not pretend to pretend.

Vi algo no blog da joana.. que me fez lembrar isto (e também isto). :)
Entrar "assim" na vida das pessoas... tentar adivinhar-lhes os hábitos e as rotinas; os gostos, os vícios. (Não deixa de ser falacioso.... como se uma pessoa se pudesse descobrir ou revelar, por aquilo que possui.)





*

26.5.08

resultados concurso fotografia faup.

Parabens ás seguintes pessoas. :)

1º Classificado - Guillaume Pelé
2º Classificado - Márcio A. Campos Meireles
3º Classificado- Tiago António Ferreira Pereira
Menção Honrosa - Filipa Raquel Rodrigues Lima da Costa
Menção Honrosa - Luis Emanuel Melo Leite
Menção Honrosa - Armando Augusto Dias Castro Bento

As restantes seleccionadas para a exposição, aqui.

23.5.08

mirrorcities.



"Os antigos construíram Valdrada nas margens de um lago com casas todas varandas umas por cima das outras e ruas altas que fazem assomar à água os parapeitos em balaustrada. Assim o viajante ao chegar vê duas cidades: uma direita sobre o lago e uma reflectida de pernas para o ar. Não existe nem acontece coisa numa Valdrada que a outra Valdrada não repita, porque a cidade foi construída de modo que todos os seus pontos fossem reflectidos pelo seu espelho, e a Valdrada na água contém não só todas as estrias e os remates das fachadas que se elevam por cima do lago, mas também o interior das casa com os tectos e pavimentos, a perspectiva dos corredores, os espelhos dos armários.
Os habitantes de Valdrada sabem que todos os seus actos são ao mesmo tempo esse acto e a sua imagem especular, a que pertence a especial dignidades das imagens, e esta sua consciência proíbe-os de se abandoarem por um só instante ao acaso e ao esquecimento. Mesmo quando os amantes dão voltas aos corpos nus pele contra pele procurando a maneira de se colocarem para ter um do outro maior prazer, mesmo quando os assassinos empurram a faca para dento das veias negras do pescoço e quanto mais sague grumoso jorrar mais afundam a lâmina que desliza entre os tendões, não é tanto o seu unir-se ou trucidar-se que importa quanto o unir-se ou o trucidar-se das suas imagens límpidas e frias no espelho.
O espelho ora aumenta o valor às coisas, ora o nega. Nem tudo o que parece valer muito por cima do espelho consegue resistir quando espelhado. As duas cidades gémeas não são iguais, porque nada do que existe ou acontece em Valdrada é simétrico: a cada rosto e cada gesto respondem do espelho um rosto ou um gesto inverso ponto por ponto. As duas Valdradas vivem uma para a outra, olhando-se continuamente nos olhos, mas não se amam."
Cidades Invisíveis, Italo Calvino.










Mirrorcities, aqui retrata as diferenças entre duas cidades tão iguais - semelhanças paradoxais entre duas cidades tão opostas.