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11.10.11
9.12.10
We went down till Venice.


©thebuildup
Com a mesma intenção de há 2 anos atrás, voltamos a Veneza. Bastante menos "pirotecnia" desta vez; mais silêncio. Uma espaço tensionado entre a intrusão de elementos descontextualizados e constituintes do existente "pavilhão", introduzindo uma reflexao sobre escala, proporção, harmonia e equilíbrio; um outro enevoado a tornar a sua espacialidade corpórea e quase palpável, através de um percurso espiral através de diferentes layers de condensação - uma espécie de "nuvem suspensa" -, outro em que Olafur Eliasson tornaria o tempo uma coisa menos volátil, mais espacializada e mais mensurável,... muita poesia, uma Arsenal respirável e integrada no todo (não apenas contentor, mas também como "objecto" de composição), que usou cada sala para demarcar um momento e um "estado" distintos. Ainda assim, para quem fosse sedento de informação (nós escravos da sociedade da hiper-informação), esta não seria a Biennale ideal. Não por uma ineficácia programática, mas porque o mesmo programa constituiu uma tentativa de não se auto-referenciar/validar em qualquer "ideologia", se apoiar numa intenção de "voltar à raiz" (que falácia) e adoptar um olhar optimista sobre o papel da arquitectura, ser anacrónica do sentido de nos permitir questionar (a mesma sociedade que se designa acima) os primeiros motivos, as primeiras emoções, restituir e resgatar uma relação pessoal e sensorial/perceptiva com o "espaço" como entidade quase absoluta. (ainda que este olhar posterior quase "poetizado" pouco ou nada tenha a ver com essa raiz reclamada) Podemos achar que a abordagem foi mais genérica ou mais leve ou mais superficial, que a crítica não esteve lá (ainda que o tema escolhido tenha sido em parte uma crítica bastante obvia ao circuito pelo qual a arquitectura se tende a reclamar) mas no fundo, enfatizando a "experiência" e o "efémero", tentou ser mais global, não se perder na tecnocracia da Biennale anterior ou no hermetismo da disciplina, e adoptar um discurso transversal, horizontal; apelar a sensações ou instintos que todos podem compreender, tratar elementos de que todos se apropriam, o "espaço" como espaço de encontro entre "People (who) meet in Architecture". Mas no fundo, faltou alguma "política". Faltou uma validação que a "arquitectura" me parece ter muito mais para lá dos seus aspectos fenomenológicos. Teria sido perfeito se o tema se chamasse "people meet architecture", mas o "in" contextualizante, teria a meu ver, algo de muito mais social ou "sociológico" para ser reflectido.
Do Giardini, Belgica e Holanda suscitaram o meu interesse, por descolarem uma vez mais da receita "projecto-plantas-cortes-alçados-maquetes" - a primeira focando atenção no uso e desgaste de "elementos/objectos arquitectónicos" (deslocando-os do seu contexto, quase arte povera, a lembrar que estes têm energia, reacção, e memória próprios) e a segunda no "desuso" de estruturas edificadas da cidade de Amesterdão, abrindo um capítulo de reflexão sobre o fenómeno re-actualizado das emergentes Shrinking Cities, oferecendo uma rede de edifícios e uma teia de possíveis relações institucionais (formais ou informais) (as tais indústrias criativas, que "criativamente" se descolam de circunstâncias burocráticas (cada vez mais inertes?) e se aproximam de uma espécie de "weak urbanism" ou das "soft tools") para reacender o seu estatuto, desempenho e vitalidade no contexto contemporaneo daquela (e de qualquer outra) cidade. O Pavilhão Britânico pela dupla homenagem a Veneza/Ruskin, revelando um duplo olhar e duplo registo (desenho/fotografia) - de personagens britânicas sobre o contexto social/económico/político no qual a Biennale sedimentou a sua geografia.
Esperamos pela próxima.
30.5.10
1.11.09
17.9.09
utopias.

Brochure, 1943

Belief in the Age of Disbelief, 2005, Cyprien Gaillard
"In 'Belief in the Age of Disbelief', Gaillard has introduced tower blocks into 17th Century Dutch landscape etchings. These post-war structures, once a symbol of utopian promise that have now come to represent racial conflict, urban decay, criminality and violence, have been seamlessly assimilated into a rural idyll. Some tower blocks have been positioned in the composition like a defiant medieval fortress, others as apocalyptic ruins. Like the paintings of Hubert Robert, admired by Diderot, who depicted ancient ruins and even the imaginary future ruins of the Louvre (1796), Gaillard comments on the relationship between romanticism and decay, and architectures' inherent communicative power."
18.8.09
30.6.09
29.6.09
17.6.09
28.5.09
radiohead. house of cards. making of.

House of Card's Music video, interactive data viewer, and source code.
"With Director James Frostand a bunch of other great people, lasers and sensors were used to create a 3D data "music video" for Radiohead. he project was launched as an Open Source project on Google Code. An interactive online viewer (created along with Aaron Meyers) allows for #D investigation of the data online.
The video was nominated for a Grammy in 2009 (Best Short Form Music Video)."
Aaron Koblin25.5.09
19.5.09
18.5.09
15.5.09
2.4.09
Budapeste.
O zsimpla situa-se no bairro judeu e é daqueles sítios o"k"upados em que através de uma entrada bastante duvidosa, constituida por aquelas tiras de plástico que dividem a zona da charcutaria nos hipermercados, se abre numa sucessão interminável de espaços "aleatorimente" distribuidos, circunstancial e caoticamente adaptados e decorados com todo o tipo de mobília que se pode encontrar no mercado do outro lado da rua. Onde até a antiga casa de banho serve de espaço útil e as pessoas se sentam na banheira. Onde a cobertura é um plástico estendido sobre as paredes que continuam curiosamente erguidas, apesar da altura ser muito variável a cada meio metro de comprimento, e que no Verão é retirada. Onde o desleixe é só aparente, e a forma como lida com a precariedade é de um charme brutal.
Budapeste está povoada de sítios geniais, como aquele bar em que te oferecem "alfinetes" e todas as superfícies estão cobertas de tudo o que as pessoas possam eventualmente trazer na carteira. Para não falar dos amendoins oferecidos, cujas cascas são atiradas para o chão - acto que, para quem vem da Austria, diga-se, é bastante liertador -, fazendo com que seja impossível distinguir de que é revestido o pavimento. Como aquele miradouro em que subimos para lá ficarmos "horas". Como aquele bar cheio de brinquedos dos anos 20 e fotografias antigas na parede, enquanto que as mesas em que pousávamos os copos se vestiam de toalhas de um padrão tradicional encarnado.
Numa casa de banho havia um cartaz que dizia: "If you're bored, it's not our fault. Budapeste".
A cidade vive muito. Eu também vou viver o bastante para lá voltar.
© the build up
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