13.6.08

(h)à prova.


*

Eu gosto (mas)... um bocadinho mais de tempo, e era perfeito.

12.6.08

Green rain.


:)
do "EXIT", de Shugo Tokumaru, de 2008.
O artista é ainda por mim desconhecido, de parte incerta algures no Japão, mas o vídeo é bonito; a música é Linda.
Entretanto encontrei esta crítica ao álbum (que é o seu 3º), com umas analogias que no primeiro parágrafo inicialmente me deixaram com aquele ar de perplexidade, a pensar que estava perante um gémeo ou um clone mental da mariana, mas com o tom coloquial que a joana emprega sempre a tudo o que escreve, e a pensar... "não faço ideia o que este senhor está a tentar dizer com esta história dos macacos"... No entanto, no decorrer vai-se percebendo o sentido. :) (E como me seduziu, tinha de o transcrever (quase) na íntegra...)
A música é sim, universal, e mais que o sentido/significado das palavras, interessa a sua musicalidade, cadência. (Eu gosto de anáforas e aliterações (e da paronomásia.).
(Basicamente, gosto de escritas eufónicas, e tu? :D)

"Listening to Shugo Tokumaru is like watching a documentary about monkeys on TV with the sound on mute, except instead of just watching, you're also watching yourself watching, like you can do in dreams, you know, and you're standing looking over your own shoulder at these animals, which are just like you but different. And the you who is watching TV is thinking, "Man, these things are just like me, but different," and the you watching the you watching TV is thinking, "That guy is pretty stupid, because he doesn't even know that I'm standing back here," and then that you just floats out of the window, climbs a tree, and starts mentally undressing the moon. And that you and the moon engage in what we can only call "love making," though that's not really the best term, for obvious reasons. And when it's all over you smoke a cigarette with the moon, and the moon begins to cry and the tears from the moon drown someone rowing by in a little boat.

You have to believe me when I tell you that guy lives. The second part of that story, the part that TV-watching-you and out-of-body-you doesn't get to see is that the tears of the moon turn that guy into a merman, and he swims around with other merpeople and lives happily ever after. Because on Exit, Shugo Tokumaru is making frenetic, surreal pop music that I have to believe is about hope. It just sounds that way, and I don't understand most of what he's singing anyway.

Which reminds me: in a non-metaphorical way, listening to Shugo is like watching a foreign film with the subtitles off. You can't "know" what's being said (as if you can "know" anything, man, shit), but you can "understand" what's happening. You can feel. And at the end, you can say "that was delirious and beautiful and fun." Listening to Shugo is experiential and visual, and makes my words on his sounds feel clumsy, immature, weak."
cokemachineglow.

(n)a elegância. :)


Crítica da "versão Sul", pelo blitz aqui. :)

A prova de como para cativar, não são necessárias tretas do género "i love you and you are the best public i've ever met"...
Basta um "hmmm.... Porto", a elegância, o charme, e o desejo de partilha: qualidades apenas eminentes num verdadeiro talento "que começa por denunciar o desconforto perante o à vontade de uma plateia já rendida no concerto de abertura (...) e a confirmar subliminarmente que é tímida, começa por ser sombra chinesa de papel [“When i was a young girl”] antes de ser Feist de carne, osso e serpentinas! (...) Esta Senhora só foi tímida para demonstrar que não o é! e para (re)lembrar que uma diva não é a que enche um Rock in Rio, mas a que enche cada um de nós no regresso a casa, e mais caro que a gasolina que precisei para lá chegar, isso não tem preço, e deixa-me o dilema, se ocupa mais espaço no coração que na memória!" (de "supercalifragilistic", uma das críticas que por lá se podem ler).

11.6.08

Feist, the lady.


Palladium Ballroom, Texas, Abril 2008

"You know, three years ago, i had this love affair of a one night stand... at a beautiful place, in a beautiful city"*


Ela é charmosa, sedutora, de humor inteligente. "Wouldn't it be great if this was a rollerskating place? With this light... we would be the band... Maybe we could play that - (e começou a cantar) "do you believe in life after love..?!" (Cher)... or maybe that "Everything i do, i do it for you" (Bryan Adams). ahah :) Cativou o público do Coliseu do Porto comunicando constantemente, lançando piadas, pedindo-lhe para fazer de coro suporte (a 2 vozes!) enquanto cantava á capela, na "Honey Honey" e quando iniciou a "So Sorry" ("remember your team?!").
O concerto foi de um requinte difícil de encontrar. Toda a produção visual estava soberba. O fundo ia sendo composto com transparências, que miss Clea Minakerper, numa espécie de "mesa de luz", ia montando, "animando", e projectando num trabalho "collage", de sobreposições de recortes, gestos, sombras... em tons pastel.
"There were moving silhouette vignettes, puppetry, finger painting, fabric shadows, projector overlays, and all kinds of mixed bag techniques, but the effects were almost always poignant (when they weren’t amusing)."

Como momentos altos da noite, "Sea Lion Woman" com Feist a cantar com um "(micro)megafone", para a partir dali despertar o público, para registos mais dançáveis, e o improviso final e íntimo ao Piano (iluminada atrás de um painel branco translúcido (com o qual iniciou o concerto)), no qual "contou uma história...em que pedia ao "manager" para os trazer á Europa "in the Spring"... "please don't take me to that dust stage in Germany.... take me to Porto". (e como foi o Vinho do Porto que o convenceu.)" lol

*Hard Club, 2005.







(isto de ter pouca memória na máquina é caricato: Basicamente, fartei-me de filmar, mas ia apagando constantemente para caber o que eu achava que podia ser melhor. Aspecto complicado, para um concerto que na minha opinião, foi de superação constante. Nunca linear e em nenhum momento "descendente".)

P.S. faltou a "The Build Up"...
P.S1. É provável que as citações não tenham as exactas palavras... a minha memória atraiçoa. :)

10.6.08

ninguém sai ileso.


chan marshall

"
É dito que no noir a femme fatale é a culpada da acção destrambelhar, do anti-herói se tramar, do dinheiro esvoaçar e do sossego acabar.
Na vida real, para que isso aconteça, basta ser femme. Nem precisa de ser fatal."
vontade indómita



Quanto a esse estranho fenómeno monetário, depois da minha estranha e "indómita" última obsessão, os meus humildes bolsos vão amanha para a Leslie Feist.


pregar. v. tr. cravar pregos.



A última evolução tão louvável (louvor, palavra tão cara a esta esfera) e necessária como esta, foi a de que as mulheres, afinal, têm alma.
Também quanto à homossexualidade, "A Igreja ensina que o respeito para com as pessoas homossexuais não pode levar, de modo nenhum, à aprovação do comportamento homossexual ou ao reconhecimento legal das uniões homossexuais. O bem comum exige que as leis reconheçam, favoreçam e protejam a união matrimonial como base da família, célula primária da sociedade", continuo sem perceber este conceito de lógica pelo qual se (a)fundam. Não percebo estes argumentos que se baseiam em premissas que em nada se relacionam. ("A validade de um argumento dedutivo depende da conexão lógica entre as premissas e a conclusão do argumento".) É que não só a constituição da família é vista como uma espécie de esquema reprodutivo, como depois o acto que o torna possível, é totalmente condenável. Para não falar nos meios contraceptivos. (Porque só o aborto é que é mesmo um desrespeito à (protecçao da) vida). And so on...

Tudo aquilo que é decidido fora do que "está escrito", fora do seu "limitado", "datado" tempo, é assim uma nebulosa incongruente, incompreensível e inclassificável, (ignorante, ingénua, céptica, arcaica?), que só contribui para uma posição cada vez mais frágil, cada vez mais objecto de descrença.
Há muito que encaro as atitudes/decisões da igreja católica como uma quase anedota. (Esta é muito boa).
(Da última vez que fui á missa - cerimónia a que pelo menos uma vez por ano (perto da Pascoa) os meus pais se lembram que existe e que é da máxima importância ir -, o padre disse que a Internet era o novo e mais recente pecado social.)

Não é por nada, só porque tenho o Crisma, estou longe de ir para o Paraíso, e o Purgatório (limbo) acabou de fechar em Abril do ano passado, por Concílio d(a) Tre(n)t(a).

8.6.08

that's the very only way.


*

Vamos numa estrada de um único sentido. Entre velocidade desenfreada, entre travagens suaves, travagens bruscas (quase sempre mais bruscas que suaves) para todo e qualquer efeito (e consequência), não há retorno. E na sucessão de cruzamentos que nos fazem acelerar escolhas e tomar decisões (convictas ou não), sem qualquer orientação, esta é a direcção certa.
Estamos no bom caminho.

misunderstood minds.


*

Esta noite disse a uma pessoa amiga - de infância - que (ela) tinha sérias dificuldades em demonstrar afecto.
A irmã, que estava perto, fez um sinal assertivo com a cabeça.
Ela, no entanto, olhou para mim, com ar chocado, e chamou-me fufa.